ANÁLISE BIOMÉTRICA DE CULTIVARES DE CANA-DE-AÇÚCAR CULTIVADAS SOB ESTRESSE HÍDRICO NO VALE DO SUBMÉDIO SÃO FRANCISCO

Anderson Ramos de Oliveira, Marcos Brandão Braga, Bruno Leonardo Santana Santos, Auriana Miranda Walker

Resumo


A cana-de-açúcar é uma cultura de grande destaque no cenário agrícola mundial. Atualmente, sua importância está relacionada principalmente à produção com fins energéticos, atendendo à demanda por combustíveis renováveis, menos poluentes e menos onerosos que os combustíveis fósseis. O cultivo da cana-de-açúcar irrigada no Vale do Submédio São Francisco apresenta alta produtividade, contudo, estudos que identifiquem cultivares que alcancem boas produtividades utilizando-se menores lâminas de irrigação são necessários, a fim de reduzir os custos e otimizar o uso da água. A análise biométrica de cultivares representa uma importante ferramenta para seleção de cultivares mais promissoras. Assim, este trabalho teve como objetivo analisar as características biométricas de cultivares de cana-de-açúcar irrigadas sob condições de estresse hídrico, no Vale do Submédio São Francisco. Adotou-se o delineamento em blocos casualizados, no fatorial 7 x 4, sendo o primeiro fator constituído por cultivares de cana-de-açúcar: RB 96-1003, RB 94-3206; RB 72-454; RB 01-2018; VAT 90-212; RB 01-2046 e RB 92-579 e o segundo fator composto por lâminas de irrigação de 40, 60, 80 e 100% da evapotranspiração da cultura (ETc), com três repetições. Realizaram-se análises biométricas da altura, diâmetro do colmo, número de entrenós e número de perfilhos. A reposição hídrica de 80% da ETc promoveu a máxima altura para a maioria das cultivares em cana planta. Em cana soca, as cultivares RB 96-1003 e RB 01-2018, quando submetidas a lâminas próximas de 80% da ETc, também atingem máxima altura. As diferenças encontradas no diâmetro do colmo e no número de entrenós estão diretamente relacionadas com as características de cada cultivar independentemente das lâminas de irrigação. O número de perfilhos tanto na cana planta, quanto na cana soca, aumenta com a disponibilidade hídrica.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.17224/EnergAgric.2016v31n1p48-58