ANÁLISE BIOCLIMÁTICA E INVESTIGAÇÃO DO CONFORTO TÉRMICO EM AMBIENTE EXTERNO NA REGIÃO CENTRAL DO RS

  • Zanandra Boff Oliveira Universidade Federal de Santa Maria Campus Cachoeira do Sul
  • Alberto Eduardo Knies Universidade Estadual do Rio Grande do Sul

Resumo

ANÁLISE BIOCLIMÁTICA E INVESTIGAÇÃO DO CONFORTO TÉRMICO EM AMBIENTE EXTERNO NA REGIÃO CENTRAL DO RS

 

ZANANDRA BOFF DE OLIVEIRA1, ALBERTO EDUARDO KNIES2

 

  • Professora adjunta, Coordenadoria Acadêmica, Universidade Federal de Santa Maria Campus em Cachoeira do Sul, Rua Ernesto Barros, nº 1345, Bairro Santo Antônio, cep: 96506-322, Cachoeira do Sul – RS, Brasil. E-mail: zanandraboff@gmail.com
  • Professor adjunto, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul Unidade em Cachoeira do Sul, Rua Sete de Setembro, nº 1040, Bairro Santo Centro, cep: 96508-010, Cachoeira do Sul – RS, Brasil. E-mail: albertoek@gmail.com

 

RESUMO: o presente trabalho teve como objetivo realizar a análise bioclimática e a investigação do conforto térmico em ambiente externo na região central do RS. Para isso, utilizaram-se os seguintes índices de conforto térmico: índice de temperatura e umidade (ITU) e índice de desconforto humano (IDH). Os dados meteorológicos de temperatura do ar máxima (Tmax) e mínima (Tmin) e umidade relativa do ar máxima (URmax) e mínima (URmin) foram obtidos de uma série de 10 anos (2005-2015) de dados de uma estação meteorológica automática instalada em Santa Maria (RS). A temperatura do ponto de orvalho foi estimada a partir da Tmax e Tmin e da URmin e URmax, respectivamente. Os índices de conforto térmico foram calculados a partir das médias diárias do período (10 anos) para a situação de máximo desconforto térmico que ocorre nos extremos: 1) quando a temperatura do ar é máxima e a umidade relativa do ar é mínima - denominados de ITUmax e IDHmax; 2) quando a temperatura do ar é mínima e a umidade relativa do ar é máxima - denominados de ITUmin e IDHmin. Em função da elevada amplitude térmica mensal (>10ºC<18ºC) e diária (>5ºC<10ºC), os valores dos índices de conforto térmico (ITU e IDH) variam entre 51,5 e 80,4, indicando que a situação de conforto térmico do ambiente externo na região central do RS vai nos extremos de estresse térmico devido ao frio (julho) a estresse térmico devido ao calor (janeiro). No período de maio a outubro o conforto térmico ocorre na Tmax, mas na Tmin a situação é de desconforto a estresse por frio. No período de novembro a fevereiro, o conforto térmico ocorre na Tmin, mas na Tmax ocorre desconforto a estresse térmico por calor. Nos meses de março e abril, o desconforto ocorre tanto por frio quanto por calor. Dessa forma, para a produção zootécnica e para o conforto térmico humano na região central do RS, são necessárias práticas de acondicionamento ambiental que visem a minimização do estresse térmico.   Palavra-chaves: índices de conforto térmico; análise bioclimática; amplitude térmica.

 

BIOCLIMATIC ANALYSIS AND RESEARCH OF THERMAL COMFORT IN EXTERNAL ENVIRONMENT IN THE CENTRAL REGION OF RS

 

ABSTRACT: The present work had the aim of performing the bioclimatic analysis and the investigation of the thermal comfort in an external environment in the Central region of RS. For this, the following thermal comfort indexes were used: temperature and humidity index (THI) and human discomfort index (HDI). The maximum air temperature (Tmax) and minimum air temperature (Tmin) and maximum relative humidity (URmax) and minimum air humidity (URmin) were obtained from a series of 10 years (2005 to 2015) of data of an automatic meteorological station installed in Santa Maria - RS. The temperature of the dew point was estimated from the Tmax and Tmin and the URmin and URmax, respectively. The thermal comfort indexes were calculated from the daily average of the period (10 years) for the situation of maximum thermal discomfort that occurs in the extremes: (i) when the air temperature is maximum and the relative humidity of the air is minimal - denominated of THImax and HDImax; (ii) when the air temperature is minimal and the relative humidity of the air is maximum - denominated THImin and HDImin. In function to the high temperature amplitude, monthly (> 10ºC <18ºC) and daily (> 5ºC <10ºC), the values of thermal comfort indexes (THI and HDI) vary from 51.5 to 80.4, indicating that thermal comfort of the external environment in the Central region of RS goes in the extremes of thermal stress due to the cold (July) to the heat stress due to the heat (January). In the period from May to October the thermal comfort occurs in Tmax, but in Tmin the situation is of cold stress discomfort. In the period from November to February, thermal comfort occurs in Tmin, but in Tmax, heat stress discomfort occurs. In the months of March and April the discomfort occurs as much by cold as by heat. Thus, for a zootechnical production and human thermal comfort in the central region of RS, it is necessary to practice environmental conditioning to minimize thermal stress.   Keywords: thermal comfort index; bioclimatic analysis; thermal amplitude.  

Biografia do Autor

Zanandra Boff Oliveira, Universidade Federal de Santa Maria Campus Cachoeira do Sul
Professora adjunta da Universidade Federal de Santa Maria Campus Cachoeira do Sul. Possui graduação em Engenharia Agrícola pela Universidade Regional Integrada do Alto do Uruguai e das Missões - Santiago (2009), graduação em Grad. de Formação de Prof. para a Ed. Profissional pela Universidade Federal de Santa Maria (2012), mestrado em Ciência do Solo pela Universidade Federal de Santa Maria (2011) e doutorado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Santa Maria (2015). Atuou durante quatro anos como professora da EBTT no Instituto Federal Farroupilha campus Júlio de Castilhos. Possui experiência na área de manejo da água e dos solos em sistemas irrigados; manejo da irrigação em grandes culturas; estimativa da evapotranspiração; biometeorologia animal e vegetal; ambiência de precisão em instalações rurais. É líder do grupo de pesquisa em ambiência e biometeorologia.
Alberto Eduardo Knies, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul
Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM (2002-07), mestrado em Ciência do Solo pela UFSM (2008-10), na área de concentração de Processos Físicos e Morfogenéticos do Solo e, doutorado em Engenharia Agrícola pela UFSM (2010-2014), na área de concentração de Engenharia de Água e Solo. Atuou como professor substituto na UFSM durante 3 semestres (2011/I-2012/I), nas disciplinas de Fertilidade do Solo e Solos; como Engenheiro Agrônomo, Técnico Administrativo em Educação, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) campus Dom Pedrito-RS (09/2013-07/2014) e, professor da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), nas disciplinas de Ciência do Solo, Projeto de Irrigação e Drenagem, Conservação do Solo e da Água, Dinâmica Solo-Água-Planta, Culturas Comerciais I e II. Atualmente é professor adjunto na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) Unidade em Cachoeira do Sul, na área de engenharia agrícola. Tem experiência na área de manejo e conservação do solo e água, em temas relacionados ao manejo da irrigação, física do solo e fenologia de culturas agrícolas.
Publicado
2019-09-23
Seção
Construções Rurais e Ambiência