ANÁLISE ECONÔMICA DE SISTEMAS DE PLANTIO MECANIZADO DE CANA-DE-AÇÚCAR NA REGIÃO DE JAÚ-SP

  • Paulo Fernando do Nascimento Afonso Professor universitário Faculdades Integradas de Jaú
  • Maura Seiko Tsutsui Esperancini Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (FCA/UNESP)
  • Glauber José de Castro Gava Atualmente é pesquisador científico nível VI da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - APTA - Unidade de Pesquisa de Jaú órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA/SP) (áreas de Fertilidade do Solo, Irrigação e Fisiologia Vegetal)
  • Wellington Gustavo Bendinelli Faculdade de Ciências Agronômicas - FCA, Universidade Estadual "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP. Botucatu

Resumo

Nos últimos anos surgiram novas tecnologias de propagação de mudas da cana-de-açúcar que demandam diferentes operações de plantio, como o sistema de mudas pré-brotadas. A adoção do sistema de mudas pré-brotadas depende dos seus custos em relação aos dos sistemas atualmente adotados. O sistema de mudas pré-brotadas permite a redução do consumo de mudas, que cai de 20 t ha-1 no plantio mecanizado para 2 t ha-1, mas implica em maiores investimentos em infraestrutura e organização da produção das mudas. Os sistemas de plantio apresentam diferentes custos para a formação das mudas e diferentes custos operacionais de plantio em área comercial. O objetivo deste trabalho foi comparar o custo de três sistemas de plantio, desde a produção da muda até o plantio comercial. O estudo foi conduzido na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento (UPD) de Jaú/SP, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) Pólo Centro-Oeste. O levantamento de dados foi feito a partir de diversas fontes para identificar os coeficientes técnicos de cada sistema, desde a obtenção da muda até a operação de plantio. Os preços dos insumos e serviços utilizados para estimar os custos dos viveiros e das operações de plantio tiveram como base o mês de julho de 2016. Comparou-se o custo de formação de viveiros e o custo da operação de plantio no sistema mecanizado (com plantadora ou distribuidora) em área comercial com o custo de formação de mudas pré-brotadas no viveiro matriz, casa de vegetação e custo operacional de plantio de mudas pré-brotadas (com máquina transplantadora). Os resultados mostraram que o sistema de plantio de mudas pré-brotadas apresentou o maior custo, com valor de R$ 8.935,0 ha-1 comparado aos sistemas de plantio mecanizado com plantadora, R$ 2.934,27 ha-1 e mecanizado com distribuidora, R$ 3.185,67 ha-1. Esses resultados são válidos em regiões onde o regime hídrico é adequado, pois não foram considerados possíveis custos com irrigação das mudas.   

Biografia do Autor

Paulo Fernando do Nascimento Afonso, Professor universitário Faculdades Integradas de Jaú
Doutor em Agronomia (Energia na Agricultura), FCA / UNESP - Campus Botucatu, professor universitário nas disciplinas de Economia, Métodos e Técnicas de Pesquisa, Trabalho de Conclusão de Curso e Inovação para os cursos de Administração, Ciências Contábeis e Comunicação Social. Professor do curso de Pós Graduação em Direito, Contabilidade e Gestão nas disciplinas de economia e agronegócio e do MBA em Gestão Financeira e Controladoria na disciplina de metodologia científica das Faculdades Integradas de Jaú. Possui pós-graduação em Agronegócios - ESALQ / USP, Agroenergia - ESALQ / USP e em Auditoria, Controladoria e Finanças pelas Faculdades Integradas de Bauru - FIB; graduado em Ciências Econômicas pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru - ITE. Consultor em Gestão e Finanças. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Matemática Financeira, Análise Financeira, Gestão de Custos, Microeconomia, Macroeconomia, Economia Agrícola, Análise e Viabilidade de Projetos, Estatística e Administração Rural. Foi bolsita pela CAPES.
Maura Seiko Tsutsui Esperancini, Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (FCA/UNESP)
Possui graduação em Engenharia Agronômica (1986) pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), mestrado em Economia Agrária (1991) pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), doutorado em Economia, Área de Concentração Teoria Econômica (1999) pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP), e livre docência (2006) pela Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (FCA/UNESP). Atualmente é Professor Adjunto-III da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Agrária, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento rural, e análise econômica de sistemas produtivos agrícolas.
Glauber José de Castro Gava, Atualmente é pesquisador científico nível VI da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - APTA - Unidade de Pesquisa de Jaú órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA/SP) (áreas de Fertilidade do Solo, Irrigação e Fisiologia Vegetal)
Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa (1995), mestrado em Ciências pelo Centro de Energia Nuclear da Agricultura (1999) e doutorado em Ciências pelo Centro de Energia Nuclear da Agricultura (2003). Atualmente é pesquisador científico nível VI da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - APTA - Unidade de Pesquisa de Jaú órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA/SP) (áreas de Fertilidade do Solo, Irrigação e Fisiologia Vegetal). Professor credenciado junto ao Programa de Pós-Graduação em Irrigação e Drenagem da UNESP/Botucatu.
Wellington Gustavo Bendinelli, Faculdade de Ciências Agronômicas - FCA, Universidade Estadual "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP. Botucatu
Doutorando em Agronomia (Energia na Agricultura) pela FCA/Unesp. Engenheiro Agrônomo pela Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP em 2011. Mestrado em Agronomia (Energia na Agricultura) pela FCA/Unesp em 2014. Atua principalmente nos seguintes temas: Agribusiness, Mercados futuros agropecuários, Organização de mercados agroindustriais e Comercialização agrícola.
Publicado
2018-12-13
Seção
Planejamento e Desenvolvimento Rural Sustentável