QUALIDADE MORFOLÓGICA DE MUDAS DE INGÁ SOB DIFERENTES MANEJOS HÍDRICOS

Luiz Gustavo Martinelli Delgado, Richardson Barbosa Gomes da Silva, Magali Ribeiro Silva

Resumo


QUALIDADE MORFOLÓGICA DE MUDAS DE INGÁ SOB DIFERENTES MANEJOS HÍDRICOS

 

 

LUIZ GUSTAVO MARTINELLI DELGADO¹; RICHARDSON BARBOSA GOMES DA SILVA² E MAGALI RIBEIRO DA SILVA¹

 

1Departamento de Ciência Florestal, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP - Universidade Estadual Paulista, Campus Botucatu, SP. CP 237, CEP 18610-307. E-mails:
lgmdelgado@hotmail.com; magaliribeiro@fca.unesp.br

2Faculdade Orígenes Lessa, ALEC – Associação Lençoense de Educação e Cultura,  Lençóis Paulista, SP. Rod. Osni Matheus, km 108. E-mail: richardsonunesp@gmail.com

 

 

1 RESUMO

 

A melhoria no processo de produção de mudas florestais nativas se faz necessária devido ao aumento em sua procura, não só em quantidade, mas também em qualidade. O manejo hídrico, na maioria das vezes, é feito de forma empírica, resultando em produtividade aquém do potencial genético, além do favorecimento de doenças, desperdício de água, energia e nutrientes. O presente estudo teve por objetivos analisar os efeitos das lâminas e frequências de irrigação sobre o desenvolvimento e a qualidade das mudas de Inga vera, bem como determinar o manejo hídrico mais adequado do ponto de vista da eficiência do recurso hídrico. O experimento foi conduzido em viveiro localizado nas coordenadas 22º 51’ latitude S e 48º 26’ longitude O. O delineamento estatístico adotado foi inteiramente casualizado em esquema fatorial (3x2), constituído dos seguintes fatores: três lâminas (6, 10 e 14 mm) e duas frequências de irrigação (2 e 4 vezes ao dia). Cada tratamento foi constituído por 4 parcelas, compostas por 8 mudas úteis cada, totalizando 32 mudas por tratamento. Foram avaliadas as seguintes variáveis morfológicas: altura, diâmetro do colo, relação entre a altura e o diâmetro de colo, massa seca da parte aérea, radicular e total e qualidade do sistema radicular. O manejo hídrico utilizando a lâmina de 10 mm, dividida na frequência de irrigação duas vezes ao dia, produz maior desenvolvimento e qualidade nas mudas de Inga vera, além de utilizar, comparada à lâmina 14 mm, 29% menos água.

 

Palavras - chave: viveiro, água na planta, irrigação

 

 

DELGADO, L. G. M.; SILVA, R. B. G. DA E SILVA, M. R. DA

MORPHOLOGICAL QUALITY OF Inga vera SEEDLINGS UNDER DIFFERENT WATER MANAGEMENTS

 

 

2 ABSTRACT

The improvement in the production process of native forest seedlings is necessary due to the increase in their demand, not only in quantity, but also in quality. Water management is most often done empirically, resulting in productivity below the genetic potential, as well as favoring diseases and waste of water, energy and nutrients. This study aimed to analyze the effects of irrigation depths and frequencies on the development and quality of Inga vera seedlings and determine the most appropriate water management from the point of view of water resource efficiency. The experiment was conducted in a nursery in geographic coordinates 22º 51’ S and 48º 26’ W. The statistical design was factorial (3x2), completely randomized, and constituted by the following agents: three irrigation depths (6, 10 and 14 mm) and two irrigation frequencies (twice and four times a day). Each treatment had four replicates (trays), each one of them consisting of 8 useful seedlings, totaling 32 plants per treatment. The variable seedlings analyzed were the following: height, stem diameter; relation between height and stem diameter, shoot, root and total dry mass, and root system quality. The water management using the 10 mm irrigation depth, split two times a day, produces greater development and quality in the Inga vera seedlings, in addition using 29% less water compared to the 14 mm irrigation depth.

 

Keywords: nursery, water in plant, irrigation

 


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DOI: http://dx.doi.org/10.15809/irriga.2017v22n3p420-429

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